A deficiência de vitamina D está associada à redução da sobrevida após transplante de células-tronco hematopoiéticas em crianças
A deficiência de vitamina D antes do transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) está associada com o aumento do risco de doença enxerto versus hospedeiro e mortalidade, especialmente em crianças.
Existem poucos estudos sobre o tema, e a prevalência e consequência da deficiência de vitamina D após 100 dias de transplante foram pouco estudadas.
Em 134 pacientes submetidos a TCTH, foram realizadas dosagens séricas de 25(OH)D antes do transplante e 100 dias após.
Noventa e quatro pacientes (70%) tinham níveis séricos de vitamina D inferiores a 30 ng/mL antes do transplante, apesar da suplementação em 16% desses pacientes. Amostras de vitamina D após 100 dias do transplante foram obtidas dos 129 pacientes que sobreviveram até esse período.
A deficiência de vitamina D continuou presente em 66 dos 87 que apresentavam a deficiência previamente ao transplante (76%); e 24 pacientes previamente com níveis suficientes de vitamina D apresentaram a deficiência após o transplante.
A deficiência severa de vitamina D (menor que 20 ng/mL), presente em um terço dos pacientes que apresentavam a hipovitaminose, esteve associada com redução da sobrevida após o transplante (P = 0,044, sobrevida em um ano: 70% versus 84,1%).
Os autores concluíram que, na população pediátrica, todos os pacientes candidatos a TCTH devem realizar rastreamento para deficiência de vitamina D previamente ao transplante e depois de 100 dias, e que a suplementação agressiva é necessária para manutenção de níveis adequados de vitamina D.